O gesto de generosidade chamado Dízimo

30/09/2020 03:24




<p>No m&ecirc;s de setembro, a Arquidiocese de Natal tamb&eacute;m celebra o m&ecirc;s do D&iacute;zimo, e este ano a Pastoral do D&iacute;zimo foi convidada a refletir o tema &ldquo;Enviados para testemunhar o Reino da partilha e do amor&rdquo;.<br />O D&iacute;zimo &eacute; a d&eacute;cima parte que oferecemos a Deus, por&eacute;m, este gesto de generosidade significa muito mais para a nossa Igreja. <em>&ldquo;</em>H&aacute; quem d&aacute; generosamente e sua riqueza aumenta ainda mais; e h&aacute; quem acumula injustamente e acaba na mis&eacute;ria. Quem &eacute; generoso progride na vida e quem d&aacute; de beber jamais passar&aacute; sede. O povo amaldi&ccedil;oa quem sonega alimentos, e aben&ccedil;oa quem os p&otilde;e no mercado&rdquo; (Prov&eacute;rbios 11, 24-26). Foi Deus quem concebeu o D&iacute;zimo como forma de partilha e sustento da Igreja e seus ministros como verificamos na leitura da Sagrada Escritura. Inspirado por Deus, o D&iacute;zimo &eacute;, portanto, t&atilde;o importante, que a Igreja voltou a adot&aacute;-lo, tamb&eacute;m em virtude das m&uacute;ltiplas raz&otilde;es de natureza pastoral que o aconselham em nosso tempo.</p> <p>A organiza&ccedil;&atilde;o administrativa do D&iacute;zimo tem uma s&oacute; origem como miss&atilde;o evangelizadora, e possui as dimens&otilde;es religiosa, eclesial, caritativa e mission&aacute;ria. O D&iacute;zimo est&aacute; relacionado &agrave; viv&ecirc;ncia da pr&oacute;pria f&eacute;, atrav&eacute;s da demonstra&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o do crist&atilde;o com Deus. &Eacute; atrav&eacute;s do D&iacute;zimo que o homem se reconhece como membro da Igreja, e por isso, tamb&eacute;m se torna respons&aacute;vel por seu crescimento e pelo desenvolvimento mission&aacute;rio. Sendo assim, podemos afirmar que o D&iacute;zimo &eacute; uma forma de devolver a Deus, como um ato de agradecimento e responsabilidade eclesial, uma parte daquilo que dEle recebemos. &Eacute; uma esp&eacute;cie de aceita&ccedil;&atilde;o do dom de Deus e de Seu chamado para fazermos parte, e de forma colaborativa, do seu projeto de felicidade.</p> <p><strong>Por que associamos o d&iacute;zimo a Deus?</strong></p> <p>Desde o povo de Israel, acreditamos que s&oacute; existimos por vontade Divina. Tudo o que somos e temos &eacute; presente de Deus a cada um de n&oacute;s, porque Ele nos criou como sua imagem e semelhan&ccedil;a. Dessa forma, elevamos em n&oacute;s um sentimento de gratid&atilde;o, e junto com ele, o desejo de retribui&ccedil;&atilde;o. Sendo assim, o D&iacute;zimo &eacute; esta forma de agradecermos a Deus todos os dons e bens que recebemos.</p> <p>&nbsp;<strong>O D&iacute;zimo est&aacute; presente nas Sagradas Escrituras<br /></strong></p> <p>Em sua Sagrada Escritura Deus nos convida a sermos gratos, e nos incita a retribuir, colaborando para o fortalecimento da Igreja. Alguns exemplos desse pensamento est&atilde;o presentes nas passagens b&iacute;blicas, sendo elas: &ldquo;Abra&atilde;o deu ao Senhor a d&eacute;cima parte de tudo&rdquo; (Gen. 14,20); Jac&oacute; disse: &ldquo;Eu te darei a d&eacute;cima parte de tudo o que me deres&rdquo; (Gen. 28,22); Diz Jav&eacute;: &ldquo;Tragam o d&iacute;zimo completo para o cofre do Templo, para que haja alimento em meu Templo. Fa&ccedil;am essa experi&ecirc;ncia comigo. Voc&ecirc;s h&atilde;o de ver, ent&atilde;o, que abrirei as comportas do c&eacute;u, e derramarei sobre voc&ecirc;s as minhas b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os de fartura&rdquo; (Ml 3,8-10).</p> <p><strong>A quantia e a periodicidade a ser ofertada pelo crist&atilde;o</strong></p> <p>Esta &eacute; uma grande d&uacute;vida dos crist&atilde;os: o valor a ser ofertado. Atrav&eacute;s do D&iacute;zimo, deve-se ofertar a Deus o que o nosso cora&ccedil;&atilde;o mandar, e o que a nossa consci&ecirc;ncia demonstrar que devemos fazer. O Ap&oacute;stolo Paulo assim escreve: &ldquo;D&ecirc; cada um conforme o impulso de seu cora&ccedil;&atilde;o, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama a quem d&aacute; com alegria&rdquo; (2 Cor 9,7). Os israelitas davam dez por cento do que colhiam da terra e do trabalho. Da&iacute; vem a palavra d&iacute;zimo, que significa d&eacute;cima parte, dez por cento daquilo que se ganha. O Deus que tudo nos d&aacute;, s&oacute; nos &ldquo;pede&rdquo; a d&eacute;cima parte. Por&eacute;m, &eacute; importante lembrar que o D&iacute;zimo n&atilde;o &eacute; uma esmola, &eacute; uma forma de demonstrarmos a nossa gratid&atilde;o diante de tudo o que recebemos. E esta gratid&atilde;o deve vir atrelada a alegria em doar.</p> <p>A oferta do D&iacute;zimo &eacute; feita mensalmente, assim como recebemos sal&aacute;rio todo m&ecirc;s, assim devemos doar o D&iacute;zimo. N&atilde;o podemos ofertar apenas quando sobra algo, pois Deus n&atilde;o quer que encaremos esse gesto dessa forma. N&atilde;o &eacute; o que nos sobra que devemos ofertar a Deus. Al&eacute;m disso, &eacute; atrav&eacute;s das nossas contribui&ccedil;&otilde;es mensais que a nossa comunidade paroquial sabe com o que pode contar.</p> <p>Ent&atilde;o, todo aquele que ainda n&atilde;o &eacute; um dizimista &eacute; convidado nesse m&ecirc;s de Setembro a abra&ccedil;ar o compromisso de devolver &agrave; Deus aquilo que generosamente recebe do Senhor.</p> <p>&nbsp;</p>

Equipe de Comunicação Segue-me Natal

   

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